24 filmes para 2015: Menina de ouro

* Essa resenha pode conter spoiler.

A meta do Blogs que Interagem para este ano é o de propor aos seus integrantes mais idas ao cinema ou longas tardes de pijama vendo filmes no sofá. O projeto “24 filmes para 2014” consiste em assistir e resenhar 2 filmes por mês que se encaixem na lista de categorias sugeridas e sorteadas.

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A segunda categoria escolhida para o mês de janeiro foi: Drama.

O filme “Menina de ouro”, dirigido por Clint Eastwood, ganhador do Oscar Melhor filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz e Melhor Coadjuvante retrata a história de Maggie, uma mulher de 30 anos que sonha com a carreira de lutadora de boxe. Ao conhecer Frankie, um treinador de grandes lutadores, surge a esperança de alcançar seu objetivo, apesar da idade e do fato de ser uma mulher buscando espaço numa profissão predominantemente masculina.

No auge da sua evolução como lutadora, diante de conquistas pessoas e profissionais, Maggie sofre um trágico acidente que modifica não só sua vida, como a de Frankie. O filme apresenta os “altos e baixos” da personagem: quando inicialmente trabalhava em uma lanchonete e comia as sobras que os clientes deixavam em seus pratos, suas vitórias e consequentemente seu novo padrão de vida e por fim seu desespero diante das condições em que o acidente a colocou.

Um filme triste, sensível e ligeiramente otimista que fala sobre amizade, perseverança, igualdade de gêneros e superação. Emocione-se com a história de vida de uma garota sonhadora e aprenda que para haja sucesso existe o sacrifício e a determinação.

As vezes o melhor jeito de dar um bom soco é recuando, mas se recuar demais você acaba derrotado. (Menina de Ouro)

(Menina de ouro)

Hansel and Gretel: Witch Hunters (2013)

Hansel e Gretel são dois personagens da literatura infantil, conhecidos aqui no Brasil como João e Maria.  O filme não sei se pode-se dizer que foi baseado no conto. Apenas uma nova versão super modificada. A únicas semelhanças, além do casal de irmãos, é a casa de doces e a bruxa queimada viva no forno.

No longa não temos a famosa trilha de migalhas de pão. Os irmão são abandonados na floresta pelo pai e encontram uma cabana feita de doce. São aprisionados por uma bruxa, mas conseguem escapar e jogar a velha no forno.  Depois da traumática experiência, os irmãos, imunes à feitiços, formam uma dupla de caçadores de bruxas.

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Em uma pequena cidade, crianças alvos das feiticeiras, começam a desaparecer e os irmão são contratados para investigar o caso e resgatá-las. Além dos combates, Hansel e Gretel começam aos poucos relembrar o passado sombrio e antigos segredos serão revelados. Umas da bruxa que enfrentarão é a poderosa Muriel, interpretada pela Famke Janssen. O elenco ainda conta com Gemma Arterton e Jeremy Renner nos papeis principais.

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Apesar da pitada de violência, achei a linguagem mais infantil e as bruxas com aquela pitada de humor “debilóide”. Apenas Muriel é séria e focada nos objetivos. Todas as outras são exageradamente caracterizadas ou com uma mentalidade baixa, sempre dando alguma mancada. Não achei pesado demais demais para crianças de 10 à 12 anos, embora a classificação seja 14. Também é um bom filme para adultos, embora não tenha nada de muito especial. Achei apenas bom.

Tenho gostado dessas adaptações de histórias infantis, como já resenhei aqui Malévola e Branca de Neve e o Caçador.  Quem tiver uma indicação do gênero, deixe aqui nos comentários. 😉

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Branca de Neve e o Caçador (2012)

Quando o filme foi lançado até bateu aquela curiosidade de assistir. Mas o fato da Kristen  Stewart estar no papel principal me levou a fazer uso do pré-conceito. Sim, sou mais uma que acha ela a pessoa mais sem sal e sem expressão da face da terra. O filme entrou na lista do Netflix recentemente e acabei cedendo em um dia de tédio. De fato, lá estava a Kristen com aquela cara de Bella. Ela nasceu para Bella, e com cara de Bella morrerá. Parece que ela nunca sai do personagem (ou não entra em nenhum).

Atores à parte, confesso aqui que esse foi o melhor longa que já vi sobre a Branca de Neve. Não sei se já assisti todos os existentes, mas dos que conheço, sim. A história também foi bem modificada, como em Malévola. Branca de Neve não é aquela pobre princesa indefesa. Ela é pura, bondosa, mas é forte e corajosa. Após seu pai, viúvo, se casar com outra mulher, ele é assassinado pela rainha ainda na noite de núpcias. Ravenna (nossa conhecida Evil Queen) assume o poder e transforma o reino em um lugar sombrio e cheio de sofrimento. (Até aqui a história não é novidade para ninguém).

Ravenna

Branca de Neve, que foi por anos mantida prisioneira, um dia consegue fugir do castelo, e corre para a floresta negra, onde ninguém tem coragem de entrar. Ravenna então chama um caçador local, que conhece o lugar e manda que encontre a fugitiva.  Eric obedece, mas quando encontra a jovem acaba mudando de ideia. Os dois fogem e pelo caminho encontrarão pessoas dispostas a ajudar a princesa reconquistar o trono.

E é na sequência que conhecemos os anões: Beith, Gus, Quert, Muir, Coll, Duir, Gort e Nion. Sim, são 8 anões e não 7. E ao que pude perceber apenas 1 ator que interpretou um anão é de fato baixinho. Todos os outros que reconheci são de estatura normal. Então ficou aquela coisa estranha: pernas curtas e mão grandes. Porém os anões são muito mais interessantes no filme (e muito mortais também).

Anões

Por fim, valeu a pena. Se está procurando um filme mais leve para ver num dia de bobeira, recomendo. E continuem de olho aqui no Modernosas, que eu volto em breve para resenhar outro filme baseado em um conto infantil. Quem assistiu, diz o que achou! ;D

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Maleficent (2014)

Tá aí um filme que quando ouvi todo mundo comentando, não senti vontade de assistir. Fiquei bem curiosa para ver a Angelina Jolie como uma vilã da Disney, mas ainda sim, não foi motivo suficiente para me despertar interesse. Clique vai, clique vem… acabei vendo em algum lugar uma pessoa contando a história do filme. Isso sim chamou a atenção e eu quis ver.

Pra quem não assistiu nem leu sobre o filme, saiba que ele não é só uma filmagem humanizada do conto que conhecemos. Eles traz uma nova versão da história. Malévola (Maleficent) não é bem aquela bruxa/fada má e cruel que os desenhos mostraram.
Na animação e na história quase original dos livros infantis, (esse quase se você quiser entender, pesquise por contos dos irmãos Grimm no google) Malévola (ora chamada de bruxa, ora de fada do mal) fica revoltada ao descobrir que não foi convidada para o evento mais importante do reino: o batizado de Aurora, filha do rei.
Como vingança, ela lança uma maldição na menina, Quando Aurora completar 16 anos, ela espetará o dedo na agulha de um roca de fiar e morrerá. Um das fadas presentes diz não ter poder para tirar a maldição, porém consegue mudá-la. Aurora ao invés de morrer, cairá em um sono profundo da qual só poderá despertar com um beijo do príncipe… E o final você já conhece.

Malévola Disney

Agora resumirei a versão do filme (sem contar fatos importantes) porém se você quer 100% de surpresa, não leia o texto entre os indicadores de spoilers que colocarei abaixo.

[Começo do Spoiler]

Segundo a nova versão, Malévola nem sempre foi má. Ela era uma fada e protetora do reino dos Moors. Entre os humanos, corriam boatos de que aquele reino encantado era cheio de tesouros (dos quais queriam posse) e criaturas horrendas. Por conta dessa ambição, Malévola foi engana por um humano e teve seu bom coração tomado pelo rancor. Esse humano veio a se tornar rei e casou-se com um mulher, com quem teve uma filha (Aurora). Ao saber do nascimento da menina, a fada que não mais acreditava no amor e na bondade dos homens, lançou um maldição na recém-nascida. De início, Aurora deveria morrer. Mas ao ver o rei implorar, ela decide colocar a garota em coma, e somente com um beijo de amor sincero ela poderia despertar. Como para Malévola o amor verdadeiro não existia, a garota jamais acordaria.

[Fim do Spoiler]

Como prometido, não revelei muito. Ainda sim, está devidamente sinalizado. Claro que tem muito mais e a história é muito mais bonita, emocionante e interessante que o conto de fadas tradicional.

Angelina ficou perfeita no papel de “vilã”. E o filme deixou um gostinho de quero mais.

Maleficent child

Isobelle Molloy como Maleficent ainda criança

 

Maleficent Before Evil

Malévola boa

 

Maleficent After evil

Malévola má

Agora você que assistiu me conta: prefere a história original, ou a do filme?

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Como se fosse a primeira vez (50 First Dates – 2004)

Essa é uma das poucas comédias românticas que gosto. Assisti a primeira vez no dia do meu aniversário de 14 anos, bem na estreia do filme nos cinemas (brasileiros). Mais uma razão pra eu lembrar dele com tanto carinho.

Henry (Adam Sandler) estava em uma lanchonete, em um dia comum, quando conheceu Lucy (Drew Barrymore). Ele se aproximou, conversaram e tomaram café juntos. Quando se encontram novamente, ela não o reconheceu e o tratou como completo estranho. O que o Henry não sabia, era que Lucy tinha sofrido um acidente que causou uma condição neurológica rara: ela só guarda as memórias que teve até o dia do acidente. Tudo o que acontece no dia dela é resetado e apagado no dia seguinte, e ela vive o mesmo dia todos os dias.

Apaixonado, Henry tenta reconquistá-la dia após dia. O que depois de um tempo se torna difícil, pois o pai e o irmão de Lucy, fazem de tudo para repetir, nos mínimos detalhes, o dia em que ela sofreu o acidente. Uma vez que sempre contavam sobre o problema de memória, ela sofria muito e eles tinham que ver essa cena se repetindo constantemente. E o trabalho para mante-la feliz implicava em todos os dias deixar um jornal com a mesma data na porta, pintar a garagem de branco, pra que ela pudesse redecorá-la, assistir a gravação do jogo de futebol, comemorar novamente o aniversário do pai, criando um loop infinito. e sempre que algo dava errado…. bem., no dia seguinte ela teria esquecido tudo mesmo.

Henry não se conforma com essa maneira de encararem o problema, mesmo porque chegaria o dia em que ela acordaria e se veria velha, enrugada e sem o pai da noite pro dia. Depois das diversas tentativas frustradas da família em separar Lucy da realidade, Henry por fim, consegue dar um final (quase) feliz à história. 237 O filme tem tudo o que gosto: uma história diferente e emocionante, comédia (afinal… é Adam Sandler), Havaí, animais marinhos e muito choro no final. Ele foge daquela clássico padrão água com açúcar da sessão da tarde e apesar de ter visto várias vezes e ser velho, continua sendo um queridinho para rever nos dias de tédio. Como se fosse a primeira vez 2 Como se fosse a primeira vez

Um dia – David Nicholls

Emma Morley e Dexter Mayhew se conhecem no dia 15 de julho de 1998. Dois universitários recém formados que passam a noite da formatura juntos conversando sobre seus medos e planos para o futuro.

Um trato silencioso é formado entre o escritor e o leitor que descreve durante 20 anos, sempre no mesmo dia 15 de julho, a vida dos dois personagens: suas histórias, felicidades, infelicidades, vitórias, fracassos, amores, encontros e desencontros.

David Nicholls não escreveu um romance “mamão com açúcar”, não espere por capítulos repletos de: ele é lindo e somos felizes. O autor nos presenteia com uma história que exala normalidade, uma história estranhamente possível. O livro retrata conflitos que todos podem ou já vivenciaram alguma vez na vida: futuros incertos, empregos ruins e amores frustrados. E é exatamente isso que o torna tão interessante.

Um dia é um dos meus livros prediletos, daqueles que leio e releio, que inspiram, divertem e fazem chorar.

“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável. (Charles Dickens, Grandes esperanças)”.