Be the change: Escoliose

O diagnóstico da escoliose é mais comum do que se pode imaginar, chega a estar presente em até 3% da população. A escoliose é uma deformidade em curva (popularmente conhecida como uma curva em formato de “s”) na coluna vertebral e pode ser classificada em diferentes tipos, sendo os mais comuns:

Escoliose Congênita: decorre ou de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou de um problema de fusão dos ossos da coluna, podendo ou não estar associado a fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recém nascido. (Dr. Djalma Pereira Mota, Minha vida – Escoliose)

Escoliose Neuromuscular: é causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular, espinha bífida e pólio. (Dr. Djalma Pereira Mota, Minha vida – Escoliose)

Escoliose idiopática: Somente a escoliose idiopática não possui causa conhecida. (Dr. Djalma Pereira Mota, Minha vida – Escoliose)

Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema e alguns fatores são considerados de risco para os médicos:

Idade: um pouco antes da puberdade, ou seja dos 9 aos 15 anos, começam a aparecer os sinais e sintomas.

Sexo: embora ambos os sexos possam vir a ter o problema, sabe-se que as meninas tem mais probabilidade de desenvolver o desvio.

Histórico familiar: é mais comum entre membros de uma mesma família.

Principais sintomas:

– Ombros ou quadris que parecem assimétricos.

– Coluna vertebral encurvada anormalmente para um os lados.

– Eventualmente desconforto muscular.

Diagnóstico:

– Exame físico em busca de sinais de escoliose.

– Raio-X, tomografia computadorizada e até exames de ressonância magnética.

Tratamento:

O tratamento depende da causa da escoliose, do tamanho e da localização da curvatura, além do quanto o paciente ainda crescerá.

Coletes: na medida em que a curvatura se agrava (acima de 25 a 30 graus em crianças que estiverem em fase de crescimento), o uso de órteses é geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva. (Dr. Djalma Pereira Mota, Minha vida – Escoliose)

Colete para tratamento de escoliose

Colete para tratamento de escoliose

Cirurgia: consiste em corrigir a curva (embora não completamente) e encaixar os ossos dentro dela. Os ossos são fixados no lugar com uma ou duas hastes de metal presas com ganchos e parafusos até que o osso seja recuperado. Às vezes, a cirurgia é feita por meio de um corte nas costas, no abdômen ou abaixo das costelas. Pode ser necessário o uso de uma órtese para estabilizar a coluna vertebral após a operação. (Dr. Djalma Pereira Mota, Minha vida – Escoliose)

Exemplo de correção de escoliose através de cirurgia.

Exemplo de correção de escoliose através de cirurgia.

o-que-tenho-de-torta-tenho-de-feliz

O que tenho de torta, eu tenho de feliz!

Fui diagnosticada aos 14 anos de idade. Fui a um pronto socorro após ter machucado o pé jogando queimada na praia e voltei para casa com um baita problema nas costas, literalmente. O médico identificou meu desvio pelo modo como coloquei meu pé sobre a cadeira, para que ele pudesse examiná-lo. Fizemos exames físico e fui encaminhada a um especialista.

Exame raio-x realizado em novembro de 2014, utilizado para diagnosticar minha escoliose.

Exame raio-x realizado em novembro de 2014, utilizado para diagnosticar minha escoliose.

A escoliose idiopática se confirmou e as coisas, como de praxe, só pioraram: dores, muito desconforto, ligeiro aumento de grau da curvatura e outras doenças. Mas o que mais me choca em todo o meu histórico clínico foi o fato de ter sido abandonada. Nenhum tratamento me foi proposto ou se quer um acompanhamento médico. Talvez se as devidas providências tivessem sido tomadas hoje eu tivesse mais qualidade de vida. Por tanto se você possui qualquer problema na coluna procure tratamentos, nem que sejam alternativos, pois na maioria das vezes quadros podem ser revertidos ao menos melhorados e não existe nada mais importante que a sua saúde.

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Projeto: Be the change.

Um terço da população brasileira, ou seja 54 milhões de pessoas, possuem algum problema na coluna. Eu sou parte importante dessa estatística.

Há aproximadamente oito anos descobri uma deformidade na coluna que além de me proporcionar doses diárias de dores e desconforto acarretaria uma série de outros problemas.Hoje, com 21 anos de idade sofro as consequência da ausência de tratamentos e do sedentarismo.

“Be the change” é um projeto criado por mim, que recebeu um enorme incentivo do meu namorado, que enxerga através dele a possibilidade de ajudar pessoas que compartilham os mesmos problemas que eu. Durante cinco semanas seguidas você irá conhecer minhas doenças e de que forma irei tratá-las. Posteriormente será um projeto mensal visando demostrar minha evolução através de relatos e fotos.

Gostaria de enfatizar que não possuo quaisquer formação médica e que meu intuito é de somente orientá-los. Meu tratamento será realizado por uma fisioterapeuta e sempre vou lhes aconselhar a buscar ajuda médica independente da questão ou problema. Minhas expectativas são: alcançar uma significativa melhora através da terapia e instruir e inspirar pessoas a buscar suas próprias mudanças.